De Volta Para Futuro 4 - (Cap. 1) Uma Nova Aventura
Classificação: +13
Categorias: De volta para o futuro
Personagens: Indisponível
Gêneros: Amizade, Aventura, Comédia, Ficção Científica
Avisos: Nenhum
Qualidade92%
Tempo escrita39%
Autor57%
89%Pontuação Geral
Avaliação do Usuário: (2 Votes)
27%

O despertador tocou. Uma música de Rock tomou conta do quarto, fazendo McFly acordar. Eram exatamente 15h15min.

Marty se levantou limpando a baba com a mão e sorriu. Estava ansioso. Depois de tantos dias longe de casa, havia finalmente conseguido voltar para o futuro. Não, seu presente.

Talvez seu futuro­presente ou quem sabe seu presente­futuro. Todas aquelas viagens o haviam deixado confuso. que não queria se afastar de seu colchão nunca mais. Lembrou­se de seu duelo com Buford Tannen e gargalhou alto. Aparentemente ele era bom em fazer os “bandidos” caírem no

estrume.

Apesar de não ter se passado nem um dia em 1985, ficara tanto tempo no velho oeste

— Acho que isso me torna o mocinho. — disse, com ar de deboche, para si mesmo.

— O grande Clint Eastwood. — gabou­se.

Havia vivido grandes aventuras com Doc. Realmente sentiria muita falta do cientista mais maluco que já conhecera. Mas depois da última visita de Doc com sua nova família, sabia que ele estava muito feliz. Quando iria imaginar Dr. Emmett Brown casado e com dois filhos? Se alguém tivesse contado a Marty, ele não acreditaria. Bem. O DeLorean havia sido destruído e Marty permaneceria no presente. Agora nada iria atrapalhar sua noite com Jennifer. Havia combinado de pegá­la as quatro, para irem ao lago. Pegou sua mochila e jogou­a sobre ombro direito e com a mão esquerda pegou o skate.  Já sentia falta da HoverBoard, mas teria que esperar por 2015 para conseguir uma nova.

Levou tudo à pick­up preta, e ficou admirando­a por alguns minutos antes de voltar para dentro de casa pegar as chaves. Ainda não tinha se acostumado à sua nova realidade, mas definitivamente, estava adorando.

Pegou uma Coca na geladeira e quando se virou para ir até a garagem novamente, a campainha tocou.

— Mãe! A campainha está tocando! — gritou sem obter resposta. Percebendo que estava sozinho, rumou até a porta da frente e abriu­a preparando­se para dispensar quem quer que fosse. Pelo menos ele acreditou que faria isso.

— Doc??? — berrou pulando para trás, diante da visão do cientista a sua frente. —Devo estar sonhando…

— Esfregou os olhos com força, mas seu velho amigo continuava parado à sua frente com um sorriso imenso e os olhos esbugalhados. Suas roupas eram muito estranhas, o que não era tão surpreendente, mas elas pareciam ter sido costuradas a mão por ele. Usava uma camisa branca costurada com retalhos coloridos, formando um Arco-Íris e sobre ela um colete salva-vidas laranja.

— Marty! Como é bom te ver! — Abraçou o jovem que continuava sem acreditar.

— M­mas Doc… Não me leve a mal, eu fico muito feliz que esteja aqui, mas nos vimos hoje de manhã! Você estava com a Clara e… — Antes que pudesse terminar a frase, Dr.

Brown o interrompeu:

— Não, não. Faz algum tempo desde a última vez que nos vimos, Marty.

Precisamente… — Coçou a cabeça, deixando seu cabelo mais bagunçado do que o normal. — Cinco anos! E quem diabos é Clara? Marty encarou Doc, estupefato. Teria batido a cabeça em algum lugar ou será que…

Não. Não era possível!

— Doc, não me diga que você…

— Sim, eu vim de 1955! Acho que consegui fazer roupas bem convincentes! Eu mesmo costurei, tentei fazer algo parecido com suas roupas para não chamar a atenção. – disse orgulhoso. Ele usava sapatos pintados com tinta branca e neles estava escrito em letras rosas “NIKE”, o que fez Marty gargalhar.

— Ninguém iria desconfiar. É um ótimo disfarce Doc! — McFly riu.

— Ninguém iria desconfiar. É um ótimo disfarce Doc! — McFly riu.

— Achei que fosse gostar. — piscou.

— Mas… Como? Eu levei o DeLorean embora.

— Eu vim para o futuro sem o DeLorean, é claro. Essa foi a parte mais difícil. Ainda bem que tive tempo para dar uma estudada naquela máquina do tempo. Essa não é tão eficiente, mas funciona! — disse o cientista agitado. — Graças a um ingrediente secreto!

— Mas Doc! Você vive falando em não alterar a continuidade do espaço­tempo! E você criou uma máquina do tempo antes de ter criado a primeira máquina do tempo!

— Não se preocupe, Marty! Eu fiz meus cálculos! — respondeu com uma piscadela. ­

Eu criei a máquina do tempo em 1985, certo? Mas foi em um DeLorean. Eu não interferi nessa linha de tempo, pois a máquina do tempo que criei nem em um carro é! Essa é apenas uma experiência para que a experiência de 1985 dê certo! Oh! Vamos precisar disso. — Dr. Brown entrou pela porta e pegou a lata de Coca da mão do garoto, indo para a garagem.

McFly o seguiu e não acreditou quando viu a “nova” máquina do tempo de Doc.

— UMA GELADEIRA?! — exclamou.

— Uma geladeira. — afirmou Dr. Brown admirando sua obra de arte. Sua cor era um tom acinzentado, mas estava coberta de gelo, o que dava a impressão de ser branca e, ao invés das geladeiras retangulares tradicionais, tinha um formato cilíndrico. Era mais alta das que Marty estava acostumado.

— Uma geladeira? — McFly repetiu atônito. — Por quê?

— Eu tive a chance de estudar a máquina do tempo duas vezes, graças a você, Marty.

Então eu tentei recriá­la em algo que não fosse alterar meu futuro, seu presente e também o passado que você modificou. Eu estudei várias possibilidades e a geladeira se saiu muito bem nos testes. Tive que ajustá­la, as geladeiras retangulares são muito desconfortáveis, e aproveitei para montá­la de modo que ficasse mais alta. Eu sempre batia a cabeça nos outros protótipos. — explicou com um sorriso de canto a canto, enquanto afagava a geladeira como se fosse seu cachorro, Einstein.

— E como ela funciona?

— Exatamente como o DeLorean. — disse abrindo a porta, mostrando com orgulho sua engenhoca. Lá dentro havia dois cintos de segurança de couro, que ficavam de frente um para o outro, no teto estava o já conhecido capacitador de fluxo com o formato de um Y, na parte superior da porta havia uma pequena janela e anexado à parte inferior estava um painel com muitos botões coloridos. Dois deles se sobressaiam, eram imensos botões redondos, um verde e o outro vermelho. — Só é um pouco mais complicado para escolher a data exata.

Tenho uma margem de 7% de erro. Esses botões regulam a data. — disse apontando para o painel. O primeiro botão, que era vermelho, tinha o desenho do símbolo mais e o verde tinha o símbolo menos.

— A boa notícia é que ela não precisa alcançar os 88 mph, apenas precisamos diminuir a temperatura, o que é bem mais fácil de fazer. A má notícia é que temos que diminuir a ­118 o, é um pouco desconfortável, mas são nove graus a menos do limite que o corpo humano resiste, então dá para aguentar. E para fazê­la funcionar com perfeição só precisamos de um pouco disso aqui! — disse entusiasmado apontando para a lata de Coca. —

Eu estava quase desistindo dos testes, nada que eu usava como combustível dava certo e calcular com precisão onde cairia um raio era impossível, até que um dia eu acidentalmente derrubei Coca­Cola no motor da geladeira, o que causou reações químicas altamente explosivas e por pouco não incendiei minha casa. — riu balançando a cabeça. — Então a máquina do tempo funcionou! Eu dei uma pequena modificada nela, podemos não apenas escolher a data, mas também o lugar! Minha experiência com os dinossauros não foi tão emocionante como eu esperava… — disse pensativo.

— Cristo! Você viu os dinossauros?

— Sim! E posso afirmar que eles não são nada agradáveis. Mas eu vim aqui, Marty, para convidá­lo a visitar o passado comigo. Talvez dois séculos para trás. O que acha?

“Mas eu acabei de voltar…” Pensou McFly desanimado.

— Vamos ver a história acontecer! — Doc estava animado, como sempre.

— Tudo bem. — respondeu. — Mas precisamos voltar antes das quatro. Prometi à Jennifer.

— Sem problemas! Nós só vamos precisar de mais algumas latinhas de Coca e disfarces.

— Pra onde vamos?

— Visitar um velho amigo meu, em Londres. No ano de 1666. — sorriu.

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