Era uma tarde entediante. Sherlock tocava seu violino enquanto John lia o jornal. Nenhum assassinato misterioso, nada do gosto de Sherlock. Se continuasse assim, Sherlock acabaria atirando na parede de novo e Sra. Hudson ficaria uma fera.

–John, eu tive uma ideia. – Disse Sherlock Holmes, parando subitamente de tocar seu violino.

–Por favor, não diga assassinato – Murmurou John – ou SUICÍDIO!

Ele definitivamente não tinha superado o “acontecimento”.

– Eu acho que estou um pouco sozinho no ramo de detetive consultor. Quer dizer, tem você e os mendigos para me ajudar, mas há outros Moriartys pelo mundo. – Concluiu Sherlock.

– Você quer dizer outros psicopatas loucos? – Perguntou John, mas Sherlock não respondeu e recomeçou a tocar seu violino.

John tentava interrompe-lo, mas sem sucesso. Ele colocou a mão no ombro de Sherlock, que parou de tocar imediatamente.

–Você nunca teria esta ideia. Você está sempre se vangloriando de ser o único detetive consultor do mundo. Qual é a sua explicação para isso, Sherlock?

O detetive não disse nada por um momento. Sra. Hudson entrou no apartamento, trazendo chá e biscoitos.

– Por favor, John, por vezes um charuto é só um charuto!

– Freud, não é? – Perguntou à senhora.

– Você começou a fumar de novo?- Perguntou John.

– Sra. Hudson, você entende porque eu preciso de mais detetives consultores? – Perguntou Sherlock, ignorando Watson completamente – Eu cito Freud e John não reconhece!

– Então qual é o seu plano? – Perguntou John, já perdendo a paciência.

– Simples! Partir à procura das mentes mais brilhantes vivas no momento. Ligue para Mycroft, ele é o Holmes chato, mas vai nos ajudar. – Disse ele, vestindo seu sobretudo. – Imagine só! Uma sala cheia de novos Sherlocks!

– Sra. Hudson, nós vamos morrer. – Completou Watson, deixando a senhoria sozinha no apartamento.

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